As características médicas da narcolepsia
Redação
Trata-se de um distúrbio do sono, classificado entre as hipersonias ou condições que causam cansaço e sono prolongados. É um quadro de sonolência extrema durante o dia e episódios incontroláveis e recorrentes de cochilos em horários normais de vigília.

É um transtorno crônico do sono que perturba o ciclo sono-vigília, caracterizado por sonolência diurna excessiva com episódios de sono irresistível. O corre uma sonolência diurna excessiva, cochilos recorrentes e episódios súbitos de sono.
Pode acontecer a cataplexia ou perda brusca do tônus muscular associada a emoções (riso, surpresa, etc.), presente na maioria dos casos de narcolepsia tipo 1. Períodos recorrentes de necessidade irreprimível de dormir, lapsos de sono ou cochilos, ocorrendo pelo menos 3 vezes por semana por =3 meses.
Presença de pelo menos um dos seguintes: episódios de cataplexia; deficiência de hypocretina. Tratamento: higiene do sono e estratégias comportamentais: horários regulares de sono, cochilos programados, evitar estimulantes antes do sono, atividade física regular, etc.
Planejamento de cochilos curtos durante o dia para reduzir episódios de sono espontâneos. Tratamento farmacológico (evidência e indicações segundo documentos): modafinila (Stavigil), indicada para melhorar a vigília em sonolência diurna associada à narcolepsia; estudos randomizados demonstraram aumento da latência para dormir e redução da sonolência; considerada primeira linha para sonolência excessiva por consenso europeu.
Em resumo, a enfermidade é crônica, ou seja, não tem cura, e é caracterizada por cansaço e sono excessivos mesmo após uma boa noite de sono. O diagnóstico e tratamento do problema é essencial, a fim de afastar o estigma de “pessoa preguiçosa” que cerca os pacientes da doença.
Sentir-se sonolento ou cansaço é um sintoma comum, atrelado não apenas a outras doenças, mas também à rotina do indivíduo. Ao ter um dia estressante ou com muitas tarefas, ou não conseguir dormir bem à noite, é normal ter vontade de tirar um cochilo durante a tarde.
A recorrência desse sinal em toda a população atrapalha na identificação prévia da narcolepsia e as pessoas que têm a condição podem passar anos sem os cuidados necessários para ter uma rotina produtiva.
Um paciente com narcolepsia apresenta ocorrências de sono em excesso de maneira repentina, seja no trabalho, durante as refeições, em atividades diversas e até mesmo dirigindo. Além de ser prejudicial para a qualidade de vida da pessoa, esses eventos ainda são perigosos e capazes de ocasionar acidentes.
Os sintomas mais comuns da narcolepsia incluem: sonolência diurna excessiva, que faz com que a pessoa durma subitamente em qualquer lugar, inclusive durante atividades ou no meio de uma conversa; ataques de sono, que geralmente são rápidos (sonecas curtas); cataplexia (perda total da força muscular enquanto dorme, fazendo com que o indivíduo perca os reflexos normais, e o seu corpo pode ser movimentado sem resistência e sem qualquer tipo de defesa). Comportamentos automáticos (a pessoa adormece, mas continua suas atividades por um tempo mesmo estando inconsciente).