Os fatores que podem causar a rosácea
Redação
A rosácea, também chamada de acne rosácea, é uma doença de pele comum que provoca vermelhidão e manchas no rosto. Ela geralmente aparece no nariz, nas bochechas, no queixo e na testa.

Os fatores que podem causar ou contribuir para o desenvolvimento da rosácea são complexos e envolvem tanto aspectos genéticos quanto ambientais. Os fatores genéticos envolvem as variações em genes do complexo do antígeno leucocitário humano (HLA), que influenciam a resposta imune e a inflamação anormal característica da rosácea.
Os genes relacionados às glutathione S-transferases (GST), que protegem as células contra o estresse oxidativo. Variantes nesses genes podem aumentar o risco de rosácea ao reduzir a proteção contra danos celulares. Pessoas com histórico familiar de rosácea têm maior probabilidade de desenvolver a doença, sugerindo influência genética.
A exposição à radiação ultravioleta (UV) do sol, que causa estresse oxidativo e dano às células da pele. A presença excessiva de ácaros Demodex folliculorum na pele facial, que podem estimular uma resposta imune anormal e prejudicar a barreira cutânea.
Exposição ao calor, alimentos picantes, tabagismo e consumo de álcool, que promovem a dilatação dos vasos sanguíneos da pele, agravando os sintomas. Outros fatores que podem desencadear ou piorar a rosácea incluem vento, banhos quentes, frio, produtos específicos para a pele e exercícios físicos.
As anormalidades nos vasos sanguíneos, que se dilatam facilmente, causando vermelhidão e rubor. A inflamação anormal que prejudica a função protetora da pele e a levação de moléculas pró-inflamatórias como calicreína-5 e catelicidina, além de espécies reativas de oxigênio (ROS), que são centrais na fisiopatologia da rosácea.
A rosácea é mais comum em pessoas de pele clara, especialmente de ascendência europeia ocidental. Afeta mais frequentemente mulheres do que homens.
Geralmente diagnosticada em adultos jovens a meia-idade. A rosácea geralmente afeta pessoas com idades entre 30 e 50 anos. O distúrbio é mais comum nas pessoas de descendência irlandesa e do norte da Europa que têm pele clara, mas também afeta e muitas vezes passa despercebida em pessoas com a tez mais escura.
Apesar de os médicos diagnosticarem essa doença com facilidade, a rosácea às vezes se parece com a acne e com outros distúrbios da pele. É, muitas vezes, conhecida como acne adulta. A causa da rosácea é desconhecida, mas algumas pessoas podem ter propensão para desenvolver esse distúrbio.
Alimentos muito condimentados, álcool e bebidas quentes podem desencadear exacerbações. Outros desencadeantes podem incluir luz solar, protetor solar, estresse emocional, clima frio ou quente, exercícios, vento, cosméticos e banhos quentes.
Alguns medicamentos, como a amiodarona, corticosteroides aplicados sobre a pele ou inalados pelo nariz, bem como doses elevadas de vitaminas B6 e B12 podem agravar a rosácea. A rosácea afeta apenas o rosto e o couro cabeludo.
A fase pré-rosácea (fase 1): a pele nas bochechas e no nariz fica ruborizada, mas por períodos mais longos do que o normal, e pode pinicar. A fase vascular (fase 2): a pele parece vermelha e inchada, com pequenos vasos sanguíneos visíveis próximos à superfície (chamados telangiectasias).
A Fase inflamatória (fase 3): frequentemente ocorrem pequenas espinhas, às vezes com um pouco de pus (chamadas pústulas). A fase tardia (fase 4): em algumas pessoas, a pele ao redor do nariz às vezes engrossa, tornando-o vermelho e bulboso (chamado rinofima).
Os médicos baseiam o diagnóstico de rosácea no aspecto típico da erupção cutânea. Não há testes específicos. A idade da pessoa quando os sintomas aparecem pela primeira vez e a ausência de comedões e cravos ajudam a distinguir a rosácea da acne.