Com a IA nos negócios, o trabalho não acabará, mas será mais humano
Redação
O debate sobre o futuro do trabalho ficou preso por tempo demais a uma pergunta limitada: a inteligência artificial (IA) vai substituir os empregos? A realidade aponta para outra direção. A IA está redistribuindo o valor do trabalho, e isso muda o que as empresas recompensam, como as equipes operam e quais habilidades importam. Isso tudo pode indicar para onde o RH vai caminhar na era da IA.

Alessandro Buonopane –
O debate sobre o futuro do trabalho ficou preso por tempo demais a uma pergunta limitada: a inteligência artificial (IA) vai substituir empregos? A realidade aponta para outra direção. A IA está redistribuindo o valor do trabalho, e isso muda o que as empresas recompensam, como as equipes operam e quais habilidades importam.
Hoje, quase 60% dos trabalhadores já usam IA no dia a dia, mas apenas 6% das organizações dizem estar avançadas no redesenho da interação entre humanos e máquinas, evidenciando um descompasso que limita os ganhos. Os dados mostram que o modelo de produtividade individual está ficando para trás.
Quase nove em cada dez profissionais que usam IA economizam ao menos uma hora por dia, mas os maiores ganhos aparecem no coletivo. Equipes com mais de dez pessoas relatam cerca do dobro de impacto em eficiência e inovação em relação a equipes menores.
Além disso, 74% dessas equipes maiores já utilizam IA, contra 54% das menores. O motivo: a tecnologia reduz o custo de coordenação – aquele tempo invisível gasto em alinhamentos, que hoje consome mais de 20% da jornada.
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