Entre o custo e o retorno, a conta da IA corporativa
Redação
O hype em torno da inteligência artificial (IA) lembra muito do que aconteceu com a migração para nuvem em 2020. Mas, assim como naquele período, é preciso reconhecer o abismo entre o saber e o fazer. Como transitar entre a curiosidade e a métrica dos resultados com a IA.

Gabriela Camano –
Estamos vivendo um momento de déjà vu corporativo em 2026. Assim como na grande migração para a nuvem, em 2020, o mercado hoje corre para abraçar a IA com o mesmo fôlego e, por vezes, a mesma falta de planejamento.
O hype é inegável: 77% das empresas brasileiras declaram familiaridade com agentes de IA, segundo um estudo. Entretanto, o abismo entre o saber e o fazer é profundo.
Enquanto o vocabulário dos gestores está em dia, a execução prática ainda patina em experimentações que nem sempre encontram o caminho do balanço financeiro. Para que a IA gere negócios de fato, precisamos transitar da fase da curiosidade para a fase da métrica.
Os números ajudam a dimensionar esse descompasso. Um levantamento com cerca de 300 implementações corporativas apontou que aproximadamente 95% dos pilotos de IA não geram impacto mensurável em P&L.
Em paralelo, outros dados indicam que 29% das empresas da Fortune 500 já possuem algum produto de IA em produção. As duas estatísticas não se contradizem: elas medem coisas diferentes. Estar em produção significa uso ativo; gerar n...