Publicado em 25 ago 2026

A fluorescência do raios X sem informação suficiente para campos combinados

Redação

Existem especificações normativas para as características e os métodos de produção das radiações X e gama de referência para calibrar dosímetros e medidores de taxa de dose para proteção radiológica em relação às grandezas operacionais relacionadas aos simuladores da International Commission on Radiation Units and Measurements (ICRU). A menor taxa de kerma no ar aplicável a esta norma é de 1 µGy h-1. Abaixo desta taxa de kerma no ar, a radiação de fundo (natural) necessita de consideração especial, e isto não está incluído neste documento. Para as qualidades de radiação, as informações publicadas são suficientes para especificar os requisitos aplicáveis a todos os parâmetros pertinentes aos campos de referência correspondentes ou caracterizados, de modo a obter a incerteza expandida desejada em torno de 6 % a 10 % para as grandezas operacionais relacionadas aos simuladores. Os três grupos de radiações de referência são: radiação X filtrada em tensão constante no intervalo de energia em torno de 8 keV a 330 keV; radiação gama emitida por radionuclídeos no intervalo de energia de 600 keV a 1,3 MeV; e radiação de fótons produzidos por aceleradores no intervalo de energia de 4 MeV a 9 MeV. O primeiro método é produzir campos de referência correspondentes, cujas propriedades sejam suficientemente bem caracterizadas, permitindo assim o uso de coeficientes de conversão recomendados na ISO 4037-3. A existência de uma pequena diferença na distribuição espectral do campo de referência correspondente em comparação ao campo de referência nominal é validada por procedimentos, que são apresentados e descritos em detalhes na ISO 4037-2. Para campos de radiação de referência correspondentes, os coeficientes de conversão recomendados são fornecidos na ISO 4037-3 apenas para distâncias especificadas entre a fonte e o dosímetro, por exemplo, 1,0 m e 2,5 m. Para outras distâncias, o usuário tem que decidir se esses coeficientes de conversão podem ser usados. Se ambos os valores forem similares, por exemplo, divergindo em apenas 2 % ou menos, pode ser usada uma extrapolação linear. O segundo método é produzir campos de referência caracterizados. Isso é feito tanto determinando-se os coeficientes de conversão usando espectrometria, quanto medindo-se diretamente o valor requerido usando dosímetros-padrão secundários. Este método aplica-se a qualquer qualidade de radiação, para qualquer grandeza de medição e, se aplicável, para qualquer simulador e ângulo de incidência da radiação. Além disso, os requisitos relativos aos parâmetros que especificam as radiações de referência dependem da profundidade de referência no simulador, ou seja, 0,07 mm, 3 mm e 10 mm, pois os requisitos são diferentes para as diferentes profundidades. Assim, um determinado campo de radiação pode ser um campo de referência correspondente para a profundidade de 0,07 mm, mas não para a profundidade de 10 mm, para a qual pode então ser um campo de referência caracterizado. Os coeficientes de conversão podem ser determinados para qualquer distância, desde que a taxa de kerma no ar não seja inferior a 1 µGy h-1. Ambos os métodos necessitam de equilíbrio de partículas carregadas para o campo de referência, embora isso não seja sempre estabelecido no local de trabalho para o qual o dosímetro é calibrado, especialmente para fótons sem o equilíbrio inerente de partículas carregadas a uma profundidade de referência no simulador d, que depende da real combinação de energia e profundidade de referência no simulador d. Os elétrons com energias acima de 65 keV, 0,75 MeV e 2,1 MeV conseguem penetrar 0,07 mm, 3 mm e 10 mm de tecido ICRU, respectivamente, e as qualidades de radiação de fótons com energias acima desses valores são consideradas qualidades de radiação sem o equilíbrio inerente de partículas para as grandezas definidas nestas profundidades.

Da Redação – 

A calibração dos dosímetros e dos medidores de taxa de dose por meio da radiação de fluorescência utiliza as linhas de fluorescência K de certos materiais com energias entre 8,6 keV e 100 keV, dados em primeira aproximação, por suas linhas Ka1. A contribuição das linhas Kß é desprezada com o auxílio de filtros secundários cujos limites de absorção de K se situam entre as linhas Ka e Kß.

Para os campos de radiação de fluorescência de referência, as informações disponíveis em 2017 sobre os espectros de fluência e os requisitos para todos os parâmetros pertinentes para os campos de referência adaptados ou caracterizados são insuficientes para atingir a incerteza global, de cerca de 6 % a 10 % para as grandezas operacionais associadas ao simulador. Há uma publicação de Behrens et al. em campos de radiação de fluorescência, que mostra algumas deficiências dos campos especificados pela Tabela A.1, mas não há experiência prática com esses campos.

Portanto, os campos de radiação de fluorescência de referência, conforme especificado pela ...

Artigo atualizado em 11/08/2026 08:40.
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