Publicado em 23 jun 2026

Os sintomas médicos da anafilaxia

Redação

A anafilaxia é uma resposta alérgica grave e com risco de vida que pode causar edema (inchaço), urticária, diminuição súbita da pressão arterial, falta de ar, dificuldade em engolir, perda de consciência ou mesmo morte se não for imediatamente tratada. Pode ocorrer em qualquer adulto ou criança após ter sido exposta a uma substância que é alérgica, pelo que o diagnóstico precoce das alergias na idade infantil é importante.

A anafilaxia é a forma clínica mais grave das reações alérgicas sistêmicas agudas, potencialmente fatal. Trata-se de uma reação alérgica severa que envolve múltiplos sistemas orgânicos, podendo manifestar-se com sintomas cutâneos, respiratórios, cardiovasculares e gastrintestinais.

A condição pode evoluir rapidamente para choque anafilático e insuficiência respiratória aguda, podendo levar ao óbito. A anafilaxia alérgica é geralmente mediada por anticorpos IgE que, ao se ligarem a um alérgeno, promovem a liberação de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos.

Reações não imunes (anafilactoides) podem ocorrer por estímulo direto desses mastócitos e basófilos, sem necessidade de sensibilização prévia. Diversos agentes podem desencadear anafilaxia, incluindo medicamentos, alimentos, picadas de insetos e vacinas.

Os sinais e sintomas incluem a dificuldade respiratória, broncoespasmo, estridor, tosse, sibilos, edema de glote, língua e faringe, urticária generalizada, prurido, eritema, angioedema, hipotensão arterial, taquicardia, choque, sintomas gastrintestinais como náuseas, vômitos, diarreia e sensação de ansiedade, desconforto torácico. Em linha gerais, a anafilaxia normalmente é desencadeada por medicamentos (p. ex., antibióticos beta-lactâmicos, insulina, estreptoquinase, extratos alergênicos), alimentos (p. ex., oleaginosas, ovos, frutos do mar), proteínas (p. ex., antitoxina para tétano, transfusões de sangue), venenos de animais, látex, amendoim, mariscos e outros alérgenos podem ser transportados pelo ar.

Ocasionalmente, exercício ou exposição ao frio podem provocar ou contribuir para uma reação anafilática. História de atopia não aumenta o risco de anafilaxia, mas aumenta o risco de morte quando a anafilaxia ocorre.

A interação do antígeno com IgE nos basófilos e mastócitos desencadeia a liberação de histamina, leucotrienos e outros mediadores que causam contração difusa do músculo liso (p. ex., resultando em broncoconstrição, vômitos ou diarreia) e vasodilatação com extravasamento de plasma (p. ex., resultando em urticária ou angioedema). As reações anafilactoides são clinicamente indiferenciáveis da anafilaxia, mas não contêm IgE e não exigem sensibilização prévia.

Elas ocorrem via estimulação direta dos mastócitos ou via complexos imunes que ativam o complemento. Os gatilhos mais comuns das reações anafiláticas são os meios de contraste radiopacos iodados, ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios não esteroides, opioides, anticorpos monoclonais, etc.

Os sintomas de anafilaxia normalmente começam em 15 minutos depois da exposição e envolvem a pele, vias respiratórias superiores ou inferiores, sistema cardiovascular e/ou trato gastrointestinal (GI). Uma ou mais áreas podem ser afetadas, e os sintomas não necessariamente progridem de leves (p. ex., urticária) para graves (p. ex., obstrução das vias respiratórias, choque refratário), embora cada paciente costume manifestar a mesma reação na exposição subsequente.

Os sintomas variam de leves a graves e incluem rubor, prurido, urticária, espirros, rinorreia, náuseas, cólicas abdominais, diarreia. Reações de fase tardia podem ocorrer 4 a 8 horas após a exposição ou mais tarde.

Os sinais e sintomas geralmente são menos graves do que foram inicialmente e podem limitar-se à urticária; entretanto, podem ser mais graves ou fatais. Portanto, deve-se observar os pacientes com reação anafilática em uma unidade de pronto-atendimento por várias horas após a reação inicial.

Duas ou mais outras manifestações de uma possível anafilaxia (p. ex., angioedema, rinorreia, sintomas gastrointestinais). O risco de progressão rápida para choque não deixa tempo para testes, embora casos leves e duvidosos possam ser confirmados medindo os níveis séricos de triptase (preferencialmente 2 horas após a reação).

Durante a anafilaxia, esses níveis são elevados, e medi-los pode ajudar a confirmar o diagnóstico se este não estiver claro ou se os sintomas recorrerem (p. ex., após tratamento com medicamentos IV). A causa geralmente é facilmente reconhecida com base na história. Se profissionais de saúde têm sintomas anafiláticos não explicáveis, alergia ao látex deve ser considerada.

Artigo atualizado em 09/06/2026 04:00.
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