Publicado em 19 mai 2026

Os sintomas médicos da varicela ou catapora

Redação

A catapora ou varicela é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, mas geralmente benigna, causada pelo vírus Varicela-Zoster, que se manifesta com maior frequência em crianças e com incidência no fim do inverno e início da primavera.A principal característica clínica é o polimorfismo das lesões cutâneas (na pele) que se apresentam nas diversas formas evolutivas (máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas), acompanhadas de prurido (coceira).

 

A catapora ou varicela pode apresentar evolução mais grave em pacientes que utilizam glicocorticoides orais ou outros imunossupressores. Nestes casos, é importante evitar a exposição de pacientes que ainda não tiveram a doença.

Caso haja exposição ou suspeita de contaminação, deve-se considerar a redução ou descontinuação do tratamento com glicocorticoides e a administração imediata de imunoglobulina varicela zoster (VZIG) dentro de 10 dias após a exposição. Pacientes que utilizam medicamentos imunossupressores, como o cloridrato de fingolimode (usado em esclerose múltipla), devem ser avaliados quanto à imunidade à varicela antes do início do tratamento.

Recomenda-se que os pacientes sem confirmação de histórico de catapora ou vacinação completa realizem testes de anticorpos para o vírus varicela zoster (VVZ). Caso sejam negativos, um curso completo de vacinação deve ser realizado antes do início do tratamento, com adiamento do início do medicamento por um mês após a vacinação para garantir a eficácia.

Em crianças ou adultos em uso de corticosteroides, a catapora pode causar consequências graves ou até fatais. Em caso de exposição, deve-se considerar a terapia com imunoglobulina de varicela zoster ou tratamento intravenoso com imunoglobulina.

Se houver sinais de infecção ativa, o uso de antivirais deve ser considerado. Além disso, o uso de corticosteroides pode suprimir o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, e a interrupção abrupta pode levar a insuficiência adrenal aguda. Portanto, a redução da dose deve ser feita gradualmente sob critério médico.

Em resumo, o manejo da catapora em pacientes imunossuprimidos inclui a avaliação da imunidade prévia à varicela, o uso de imunoglobulina passiva (VZIG) após exposição em pacientes não imunes, e a vacinação prévia em pacientes que iniciarão imunossupressores e não têm imunidade. Os sintomas da catapora, em geral, começam entre 10 e 21 dias após o contágio da doença.

Normalmente, o paciente desenvolve vesículas ou bolhas de conteúdo claro e com as bordas avermelhadas. Essas bolhas, que surgem na pele de todo o corpo, inclusive no couro cabeludo, boca e outras mucosas, aparecem em surtos (várias ao mesmo tempo) e vêm acompanhadas de coceira, febre baixa a moderada com duração média de quatro dias, além de mal estar, cansaço, dor de cabeça e perda de apetite.

Outra característica da doença é que ela é polimórfica, ou seja, o paciente tem lesões de pele em vários estágios diferentes ao mesmo tempo: vesículas com conteúdo claro, às vezes um pouco mais turvo e já com crostas secas. As infecções secundárias da pele são as complicações mais comuns associadas à catapora.

A doença cria na pele uma porta de entrada para bactérias, que poderão causar infecções na pele e até atingir a corrente sanguínea, provocando infecções sistêmicas e invasivas. A possibilidade de pneumonite viral, causada diretamente pela catapora, exige atenção.

As crianças acima de 12 anos e adultos apresentam maior potencial para desenvolvimento dessa complicação grave. Além disso, pacientes imunossuprimidos podem apresentar a doença disseminada, ter acometimento do sistema nervoso central, encefalite por varicela, entre outras complicações.

O diagnóstico da doença é, basicamente, clínico, embora exista a possibilidade de confirmação sorológica em casos mais graves. Aos primeiros sintomas é necessário procurar um serviço de saúde para que um profissional possa orientar o tratamento e avaliar a gravidade da doença.

Para evitar o contágio, é necessário restringir a criança ou adulto com catapora de locais públicos até que todas as lesões de pele estejam cicatrizadas, o que acontece, em média, num período de duas semanas. Mãos, vestimentas e roupas de cama, além de outros objetos que possam estar contaminados, devem passar por higienização rigorosa.

Além disso, é importante destacar que já existe vacina para a doença. O imunizante, compondo a vacina tetra viral, também protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

A vacina não tem qualquer efeito se dada em um paciente já infectado pelo vírus, pois não há risco de ter catapora mais de uma vez, salvo em raríssimas exceções. Nesses casos, após a manifestação da catapora, o vírus fica em estágio de latência, não sendo eliminado do organismo.

Em razão disso, algumas pessoas, podem desenvolver, geralmente numa etapa mais avançada da vida, o herpes zoster, que é uma reativação do vírus em uma outra manifestação clínica. Não existem contraindicações para a vacina, a não ser em casos específicos, como em alguns pacientes com HIV ou outros déficits de imunidade e em mulheres grávidas. No entanto, cabe ressaltar que, se a mulher não contraiu doença na infância ou não tem certeza de sua situação imunológica, é recomendável a vacinação antes de engravidar.

Artigo atualizado em 07/05/2026 09:51.
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