O papel do líder diante da automação e do avanço da onipresente IA
Redação
Existe um paradoxo, uma contradição, que permeia o dia a dia de todos que tentam implementar soluções efetivas baseadas em inteligência artificial (IA) nos seus negócios, e que é frequentemente negligenciada: a urgência externa (ou até mesmo conceitual) que contrasta com uma realidade interna corporativa muito mais complexa e lenta, associada ao processo de adoção de novas tecnologias. Dentro das organizações, a aceitação e uso da inteligência artificial ainda ocorrem de forma desigual e assimétrica. Embora ferramentas como chatgpt, openclaw, claude, gemini e outras soluções generativas tenham atingido milhões de usuários em tempo recorde, o uso corporativo não acompanha o mesmo ritmo de crescimento. Muitas empresas anunciam iniciativas, criam áreas dedicadas e comunicam projetos de inovação, mas enfrentam dificuldades para transformar isso em valor concreto, além dos pilotos ou iniciativas pontuais.

Fernando Moulin –
Os conselhos de administração, investidores, corpos diretivos e o próprio mercado passaram a exigir das empresas e de seus colaboradores, cada vez mais, respostas imediatas diante do avanço da inteligência artificial. A narrativa dominante parte de algumas premissas, como a de que se as companhias não se adaptarem vão ficar para trás, ou ainda aquela que intui que todos os concorrentes estão mais avançados e preparados do que nossa organização.
E foi dessa forma, frequentemente sem mais reflexões ou detalhadas análises nos bastidores que, em alguns poucos meses, a IA deixou de ser uma promessa distante e passou a ser tratada como uma necessidade imediata e única para a sobrevivência corporativa. E, sendo um especialista no tema, seria difícil alegar que urgência e preocupação com o assunto não deveriam estar, de fato, no radar de 100 entre 100 executivos.
Mas existe um paradoxo, uma contradição, que permeia o dia a dia de todos que tentam implementar soluções efetivas baseadas em IA nos seus negócios, e que é frequentemente negligenciada: a urgência externa (ou até mesmo conceitual) contrast...