Publicado em 28 abr 2026

As características clínicas da síndrome do impostor

Redação

A síndrome do impostor é uma condição na qual o paciente tem medo constante de ser descoberto como uma fraude no âmbito intelectual, seja no trabalho ou na vida particular, como nos relacionamentos ou nas suas funções em família.

 

A síndrome do impostor é um transtorno psicológico que é mais comum de acontecer em pessoas que possuem grandes realizações profissionais e/ ou acadêmicas mas que não conseguem aceitar ou admitir o seu sucesso, pois acreditam que as suas conquistas são sorte ou porque alguém as ajudou. Dessa forma, a pessoa vive com medo e acha a qualquer momento será descoberta como fraude ou impostor.

Esse transtorno pode causar sintomas como ansiedade, tristeza, desesperança, desmotivação e desespero, já que a pessoa tem a sensação de que vai fracassar diante de situações que normalmente tem êxito. Por isso, quando algo sai ao contrário do que esperado, a pessoa reafirma as crenças negativas que tinha a princípio.

É importante que a pessoa busque ajuda profissional, seja com psicólogo ou psiquiatra, para que seja feito o diagnóstico do transtorno e seja iniciado o tratamento mais adequado, que pode envolver a realização de terapia individual ou coletiva. A síndrome do impostor deve ser diagnosticada por um psicólogo ou psiquiatra através dos sinais e sintomas apresentados pelas pessoas, e de perguntas realizadas sobre o dia a dia da pessoa e antecedentes pessoais, familiares e de saúde.

Além disso, podem ser realizados alguns testes para confirmar o diagnóstico, como a Escala do Fenômeno Impostor de Clance (EFIC), a Escala do Fenômeno Impostor de Harvey (EFIH) ou a Escala do Fenômeno Impostor de Leary (EFIL). Conforme o MS-PCDT: Transtorno Esquizoafetivo, o transtorno esquizoafetivo ainda precisa de maior consenso, podendo ser uma variante da esquizofrenia, na qual os sintomas do humor são excepcionalmente proeminentes e comuns; uma forma grave de transtorno depressivo ou bipolar, na qual os sintomas psicóticos não cedem completamente entre os episódios de humor; ou duas doenças psiquiátricas relativamente comuns concomitantes, a esquizofrenia e um transtorno de humor (transtorno depressivo maior ou transtorno bipolar).

As controvérsias no diagnóstico do transtorno esquizoafetivo podem ser vistas nos diferentes critérios usados pelos dois maiores sistemas de diagnóstico e classificação em psiquiatria. De acordo com os critérios do capítulo F da décima revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), este diagnóstico requer a presença de sintomas que preencham os critérios de diagnóstico de transtorno de humor (afetivo) em maníaco, depressivo ou misto, de manifestação moderada a grave, e de sintomas que preencham também o diagnóstico de esquizofrenia e que ocorram simultaneamente, pelo menos por algum período de tempo (duas semanas).

Já os critérios diagnósticos da quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) da Associação Psiquiátrica Americana requerem um episódio de transtorno de humor com sintomas da fase ativa da esquizofrenia ocorrendo concomitantemente, antecedidos ou seguidos por, pelo menos, duas semanas de delírios ou alucinações, sem sintomas proeminentes de humor. Adicionalmente, a DSM-5 preconiza um diagnóstico longitudinal para este transtorno, uma vez que ele só pode ser feito se episódios de humor tenham ocorrido na maior parte do tempo da doença e desde o início dos sintomas psicóticos.

Para ambas as classificações, os episódios psicóticos e de humor não podem preencher os critérios das doenças isoladas, nem serem consequência do uso de substâncias psicoativas ou de outras doenças. Uma similaridade entre os dois sistemas de classificação é que o diagnóstico de transtorno esquizoafetivo está incluído na categoria de esquizofrenia e não em transtornos de humor.

Possivelmente, a inclusão na categoria de doenças psicóticas influencia a escassez de estudos sobre o tratamento específico sobre o transtorno esquizoafetivo. A grande maioria dos estudos de tratamento medicamentoso da esquizofrenia inclui pacientes com transtorno esquizoafetivo e isso também influi na literatura médica.

Além da definição difícil e da necessária exclusão dos diagnósticos de esquizofrenia e de transtorno de humor isolados, o diagnóstico de transtorno esquizoafetivo apresenta pouca estabilidade, pois, conforme o estudo de Santelmann, que avaliou pacientes em um seguimento médio de 2 anos, 19% dos casos migraram para o diagnóstico de esquizofrenia, 14% para transtornos de humor e 6% para outros transtornos. De todo modo, o diagnóstico de transtorno esquizoafetivo representa uma parcela significativa de casos na clínica psiquiátrica que apresentam, simultaneamente, alterações relevantes de humor e de psicose e que requerem medicamentos adequados para o controle dos sintomas.

As causas dos transtornos esquizofrênicos são, certamente, multifatoriais. Cada paciente apresenta sucessivos fatores de risco que atuam de forma sinérgica, predispondo para a doença.

Atualmente, identificam-se fatores genéticos que contribuem com múltiplos genes e interagindo com vários agentes ambientais, desde a formação embrionária primordial. Essas interações podem levar a alterações mediadas pelo desenvolvimento da neuroplasticidade cerebral que se manifestam em uma cascata de disfunções de citocinas, de elementos do sistema imunológico, de neurotransmissores, de circuitos sinápticos e de migração neuronal prejudicada. É aventado que o período gestacional, a infância e adolescência são críticos, pois representam fases do desenvolvimento encefálico em que um ou vários gatilhos podem ter alta relevância para o início do transtorno.

Vários fatores ambientais, como infecções virais maternas pré-natais ou complicações obstétricas com hipóxia ou estresse durante o neurodesenvolvimento, foram identificados como detentores de papel causal na esquizofrenia e no transtorno bipolar, possivelmente contribuindo também para o transtorno esquizoafetivo. As estimativas de prevalência do transtorno esquizoafetivo correspondem à metade da prevalência estimada para esquizofrenia, afetando, assim, aproximadamente 0,5% da população (0,3%-1,5%), dependendo dos critérios diagnósticos utilizados. Inexiste evidência de diferença entre os sexos.

No Brasil, em estudos de 1992 e de 2012, realizados em São Paulo, foram encontradas prevalências de psicose em geral de 0,3%-2,4% na população. A identificação de fatores de risco e do transtorno em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado oferecem um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos.

Artigo atualizado em 14/04/2026 11:01.
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