Publicado em 10 fev 2026

As formas clínicas da esquistossomose

Redação

A esquistossomose é a infecção causada por trematódeos sanguíneos do gênero Schistosoma, adquiridos transcutaneamente ao nadar ou entrar em contato com águas contaminadas. Os parasitas infectam os vasos do trato gastrointestinal ou trato geniturinário. Sintomas agudos são dermatite, seguida após várias semanas por febre, calafrios, náuseas, dor abdominal, diarreia, mal-estar e mialgia.

A esquistossomose apresenta diferentes formas clínicas, que podem ser categorizadas em aguda e crônica, com manifestações variadas. A esquistossomose pode incluir febre, mal-estar, dor abdominal, diarreia, e rash cutâneo. Esses sintomas ocorrem geralmente após a infecção inicial, quando os ovos do parasita começam a se acumular no organismo.

Os sintomas podem durar algumas semanas. Na esquistossomose crônica, o envolvimento hepático e esplênico é comum, levando a esplenomegalia e hipertensão portal. Os pacientes podem apresentar dor abdominal crônica, diarreia, e sinais de hipertensão portal, como ascite e varizes esofágicas.

Na esquistossomose urinária ocorre a hematúria (sangue na urina), dor ao urinar, e, em casos avançados, pode levar a complicações como câncer de bexiga. Na esquistossomose pulmonar, embora menos comum, pode ocorrer em casos de migração dos ovos para os pulmões, resultando em tosse, dificuldade respiratória e hemoptise.

O diagnóstico é geralmente feito através da identificação de ovos nas fezes ou urina, e o tratamento de escolha é o praziquantel, que é eficaz em todas as fases da infecção. A esquistossomose é uma doença que pode levar a complicações graves se não tratada adequadamente.

A prevenção é fundamental, especialmente em áreas endêmicas, através do controle de água e saneamento. Os seres humanos são o principal hospedeiro definitivo da infecção.

Cães, gatos, roedores, porcos, cavalos e cabras são reservatórios de S. japonicum, e cães são reservatórios de S. mekongi. A transmissão dessas espécies não ocorre nos Estados Unidos (incluindo Porto Rico) e no Canadá, mas a doença pode estar presente em pessoas que visitaram ou viveram em regiões endêmicas.

As infecções tendem a ocorrer em áreas rurais onde caracóis de água doce estão presentes. São indicados os testes diagnósticos para pacientes com sintomas de esquistossomose e exposição epidemiológica relevante.

O rastreamento de pessoas assintomáticas (como turistas de áreas não endêmicas) pode ser justificado para aqueles expostos à água doce em áreas endêmicas. O diagnóstico da esquistossomose envolve exame microscópico de fezes ou urina para ovos, dependendo da espécie suspeita.

S. haematobium é diagnosticado utilizando amostras de urina, enquanto outras espécies como S. mansoni são diagnosticadas utilizando fezes. Exames repetidos que utilizam técnicas de concentração podem ser necessários. A geografia é o principal determinante das espécies, pois o local de exposição deve ser comunicado ao laboratório.

Artigo atualizado em 28/01/2026 03:27.
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