Publicado em 10 fev 2026

A demanda química de oxigênio em banhos residuais e efluentes de couros

Redação

A demanda química de oxigênio (DQO) em couros é alta, refletindo a grande quantidade de matéria orgânica e compostos químicos, como sulfetos, cal, cromo, nitrogênio, usados no curtimento, exigindo tratamento intensivo para reduzir a poluição, sendo um parâmetro chave para monitorar efluentes industriais, com a indústria de couro gerando efluentes com DQO na ordem de 200-260 kg por tonelada de pele processada. Normalmente, a indústria de couros gera quantidades muito grandes de águas residuais contendo amônio, sulfetos, surfactantes, ácidos, corantes, óleos sulfonados e substâncias orgânicas incluindo taninos naturais ou sintéticos O tratamento deste tipo de efluente é muito complexo, devido principalmente à grande variedade de produtos químicos adicionados em diferentes níveis de concentração Os processos de oxidação avançados, caracterizados pela produção de radical hidroxila, têm sido usados como alternativa no tratamento de resíduos e na degradação de diversos poluentes orgânicos. Há especificações normativas para a determinação da demanda química de oxigênio (DQO) por meio da dicromatometria por refluxo aberto em banhos residuais e efluentes líquidos de couro.

O couro é a pele do animal preservada da putrefação por um processo denominado curtimento. A pele curtida se torna flexível e macia, pronta para ser utilizada na confecção de calçados, bolsas, carteiras, roupas e malas, no revestimento de estofados, na produção de chapéus, bolas, tapetes e vários outros produtos.

Podem ser curtidas as peles de bovinos, inclusive bezerros, ovelhas, cabras, lhamas, vicunhas, camelos, porcos, cobras, cavalos, búfalos, cangurus, crocodilos, peixes, rãs, aves, como o avestruz, e outros animais. Para ser utilizada na confecção de calçados, bolsas e outros produtos, a pele tem que passar por um processo de tratamento desde o momento em que é retirada do animal até ficar pronta para o uso.

O processamento mantém a natureza fibrosa da pele e, com o uso de produtos químicos, retira o tecido interfibrilar, passível de putrefação. O processamento tem uma série de etapas e operações, e se inicia com a esfola, que consiste na remoção da pele do animal.

Ao ser retirada, a pele é submetida a processos de conservação com sal comum (cloreto de sódio) ou por secagem. Também podem ser utilizados sistemas de conservação de ...

Artigo atualizado em 28/01/2026 04:40.
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