Publicado em 27 out 2026

Os sintomas clínicos da nefrite

Redação

A nefrite é uma inflamação dos rins, mais especificamente atingindo  os glomérulos, que são pequenas estruturas responsáveis por filtrar o sangue e eliminar toxinas pela urina. Quando esses filtros ficam inflamados, os rins passam a funcionar de forma inadequada.

O termo nefrite pode corresponder a diferentes padrões de acometimento renal, incluindo a intersticial aguda que pode ser medicamentosa, infecciosa ou imunológica. Entre os fármacos associados estão penicilinas, cefalosporinas, rifampicina, quinolonas, anti-inflamatórios não esteroides, diuréticos e inibidores de bomba de prótons.

Pode cursar com injúria renal aguda, oligúria, rash cutâneo, eosinofilia e eosinofilúria. Na análise urinária, podem ocorrer piuria, hematúria, proteinúria moderada, cilindros epiteliais e granulares e eosinofilia.

Em caso de suspeita, o medicamento potencialmente implicado deve ser identificado e descontinuado; deve-se evitar nova exposição a drogas nefrotóxicas e realizar balanço hídrico rigoroso. O diagnóstico definitivo pode exigir biópsia renal.

A nefrite glomerular/síndrome nefrítica caracteriza-se pela associação de hematúria, edema, hipertensão arterial, redução do volume urinário, redução da taxa de filtração glomerular e proteinúria geralmente não nefrótica. A análise urinária pode demonstrar hematúria, proteinúria acentuada e cilindros hemáticos e granulares.

A glomerulonefrite pós-infecciosa, a nefrite lúpica, a nefropatia por IgA, a crioglobulinemia e algumas vasculites estão entre as condições descritas nesse contexto. A nefrite lúpica pode se manifestar com síndrome nefrítica ou nefrótica, hematúria e proteinúria persistentes.

O tratamento descrito envolve glicocorticoides e outros imunossupressores, além de controle da pressão arterial e medidas renoprotetoras. A biópsia renal é utilizada para caracterização diagnóstica e orientação terapêutica quando indicada.

A presença de oligúria importante, hematúria, edema, hipertensão, elevação de ureia/creatinina, hiperpotassemia, dispneia ou sinais de uremia exige avaliação hospitalar imediata, pois pode haver injúria renal aguda ou complicações associadas. O MS-PCDT: Lúpus Eritematoso Sistêmico garante que o lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune multissistêmica caracterizada pela produção de autoanticorpos, formação e deposição de imunocomplexos, com consequente inflamação em diversos órgãos, que pode resultar em dano tecidual e disfunção de órgãos.

Sua etiologia permanece pouco conhecida, porém sabe-se da importante participação de fatores genéticos, hormonais, ambientais e imunológicos para o surgimento da doença. As manifestações clínicas são polimórficas e a evolução costuma ser crônica, com períodos de exacerbação e remissão.

A doença pode cursar com sintomas constitucionais, artrite, serosite, nefrite, vasculite, miosite, manifestações mucocutâneas, hemocitopenias imunológicas, diversos quadros neuropsiquiátricos, hiperatividade reticuloendotelial e pneumonite. Pode afetar mais as mulheres, sendo 9 a 10 vezes mais frequente em mulheres durante a idade reprodutiva.

A incidência estimada em diferentes locais do mundo é de aproximadamente 1 a 22 casos para cada 100.000 pessoas por ano, e a prevalência pode variar de 7 a 160 casos para cada 100.000 pessoas. No Brasil, estima-se uma incidência em torno de 8,7 casos para cada 100.000 pessoas por ano, de acordo com um estudo epidemiológico realizado na região Nordeste.

A mortalidade dos pacientes é cerca de 3 a 5 vezes maior que a da população geral e está relacionada à atividade inflamatória da doença, especialmente quando há acometimento renal e do sistema nervoso central (SNC), à maior risco de infecções graves decorrentes da imunossupressão e, tardiamente, às complicações da própria doença e do tratamento, sendo a doença cardiovascular um dos mais importantes fatores de morbidade e mortalidade dos pacientes. A identificação de fatores de risco e da doença em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos.

A fadiga é uma das queixas mais prevalentes em atividade. Febre, geralmente moderada e com resposta rápida ao glicocorticoide, é verificada na maioria dos pacientes no momento do diagnóstico. Mialgias, perda de peso e linfadenomegalia reacional periférica podem ser comumente encontradas nos pacientes.

O acometimento articular é a manifestação mais frequente, depois dos sintomas constitucionais, sendo detectado em mais de 90% dos pacientes durante a evolução da doença, manifestando-se, principalmente, por poliartrite ou poliartralgia simétrica e aditiva. Raramente, evolui com erosões e deformidades ósseas. Pode ocorrer necrose asséptica de múltiplas articulações, principalmente da cabeça do fêmur, particularmente nos pacientes em uso de glicocorticoide em dose elevada por longos anos.

Artigo atualizado em 13/10/2026 11:24.
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