Os ciberataques crescem e há o risco na cadeia dos fornecedores
Redação
Os ciberataques contra organizações brasileiras cresceram 45% em julho, e um ponto de vulnerabilidade chama cada vez mais atenção: os próprios fornecedores. Na América Latina e no Caribe, 74% das violações tiveram envolvimento de terceiros. O risco tem casos recentes no Brasil. Em maio, por exemplo, um incidente envolvendo a Dígitro Tecnologia, fornecedora de sistemas para mais de 150 instituições governamentais e órgãos de segurança pública, levou o CTIR Gov a emitir um alerta e classificar o episódio como um ataque à cadeia de suprimentos.

Rodolfo Almeida –
Os ciberataques contra empresas brasileiras cresceram 45% em julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a uma média de 4.151 ocorrências semanais por organização, segundo a Check Point Research. O avanço das ameaças chama atenção para uma vulnerabilidade que extrapola os limites das próprias companhias.
Na América Latina e no Caribe, 74% das violações de dados analisadas pelo Data Breach Investigations Report (DBIR) 2026, da Verizon, tiveram envolvimento de terceiros. O problema já ganhou contornos concretos no Brasil.
Em maio desde ano, o Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov) emitiu um alerta após um incidente envolvendo a Dígitro Tecnologia, fornecedora de sistemas para mais de 150 instituições governamentais e órgãos de segurança pública. O órgão classificou como massivo o vazamento de bancos de dados, repositórios de código-fonte e arquivos internos da companhia e alertou para a exposição da arquitetura de sistemas críticos utilizados por forças policiais brasileiras.
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