Publicado em 28 jul 2026

As causas médicas da catarata

Redação

A catarata corresponde a uma opacificação do cristalino - uma das estruturas do olho responsável pela focagem das imagens e, como o nome sugere, é transparente - causando uma diminuição da visão. Quando perde essa transparência, a luz passa com maior dificuldade e, como tal, a visão diminui.

A catarata é a opacificação do cristalino, que normalmente é transparente, e resulta em diminuição da visão. Pode ser causada por envelhecimento, trauma, fatores hereditários, uso de certos medicamentos, exposição à luz solar, entre outros.

A catarata relacionada à idade (senil) é a mais comum, geralmente ocorrendo após os 65 anos, afetando cerca de 95% dos pacientes nessa faixa etária. A catarata pode ser congênita, traumática (geralmente aguda e unilateral) ou senil (de evolução insidiosa e considerada crônica).

A cirurgia de catarata é o tratamento mais eficaz e é a cirurgia mais realizada no mundo, principalmente em pacientes idosos. A técnica mais utilizada atualmente é a facoemulsificação, geralmente realizada sob anestesia local, com rápida recuperação visual.

Em alguns casos, a cirurgia pode ser associada a outros procedimentos, como vitrectomia anterior, especialmente em pacientes com doenças da retina. Existem discussões sobre a realização de cirurgias bilaterais simultâneas de catarata.

Embora estudos indiquem que a cirurgia bilateral pode ser segura se todos os procedimentos de segurança forem seguidos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) ainda não recomenda oficialmente essa prática devido ao risco de complicações graves, como endoftalmite bilateral, especialmente em mutirões e unidades móveis. Os mutirões de cirurgia de catarata são importantes para reduzir a fila de espera no sistema público de saúde, mas apresentam riscos aumentados de contaminação e complicações, exigindo rigoroso cumprimento das normas sanitárias e de segurança.

Além disso, o uso de corticosteroides, como dexametasona, pode aumentar o risco de desenvolvimento de catarata, sendo necessário monitoramento oftalmológico em pacientes em uso prolongado desses medicamentos. O CRM-CFM: Parecer 47 esclarece que a cirurgia de catarata é a retirada do cristalino e, na maioria dos seus casos, não necessita abordagem do vítreo anterior, que fica justaposto ao cristalino, delimitado pela sua cápsula posterior.

Entretanto, alguns pacientes podem necessitar de vitrectomia anterior, sendo que esse grupo pode ainda se dividir em pacientes que precisam de vitrectomias planejadas ou não planejadas. Nas vitrectomias anteriores planejadas, encontram-se a catarata congênita, em que até 86% dos pacientes com até seis anos de idade podem se submeter à vitrectomia, e os pacientes vítimas de trauma ou de algumas patologias oculares.

A vitrectomia anterior pode também surgir por uma necessidade perioperatória, secundária a rotura da cápsula posterior ou a desinserção zonular. Essas cirurgias cabem serem realizadas em pacientes que possuem acometimento da retina, tais como: retinopatia diabética, traumas, e complicações em cirurgia de catarata.

Dessa forma, em alguns casos têm previsão para serem realizadas em mesmo ato cirúrgico, minimizando assim os riscos ao paciente. Existem dois tipos de vitrectomia: a posterior e a anterior.A vitrectomia posterior normalmente é realizada quando coexistem doenças do segmento posterior, como: hemorragias vítreas, descolamentos de retina, membranas epirretinianas no momento da indicação da cirurgia de catarata, ou quando ocorre durante a cirurgia de catarata queda de fragmento do cristalino para o vítreo.

Artigo atualizado em 13/07/2026 11:48.
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