Publicado em 07 abr 2026

A Qualidade dos implantes cirúrgicos não ativos

Redação

O implante cirúrgico não ativo é aquele cuja operação não depende de uma fonte de energia elétrica ou de qualquer outra fonte de energia que não seja diretamente gerada pelo corpo humano ou gravidade. Implantes cirúrgicos não ativos são dispositivos médicos destinados a serem introduzidos total ou parcialmente no corpo humano através de intervenção cirúrgica, permanecendo no local por pelo menos 30 dias. Diferente dos implantes ativos, o seu funcionamento não depende de fontes de energia elétrica ou qualquer outra forma de potência que não seja a gravidade ou a energia gerada diretamente pelo próprio corpo humano. Há especificações normativas para os implantes cirúrgicos não ativos, mas não se aplica aos implantes odontológicos, materiais para restauração odontológica, implantes transendodônticos e transradiculares, lentes intraoculares e implantes que utilizem tecidos animal ou humano viáveis. Em relação à segurança, o documento especifica os requisitos para o desempenho pretendido, atributos de concepção, materiais, avaliação de projeto, fabricação, esterilização, embalagem e informações fornecidas pelo fabricante e ensaios para demonstrar concordância com estes requisitos. Os requisitos adicionais aplicáveis a implantes específicos ou a famílias de implantes são indicados ou referidos nas normas de nível 2 e de nível 3. O documento não exige que o fabricante tenha um sistema de gestão da qualidade em vigor. Entretanto, muitas autoridades reguladoras exigem a aplicação de um sistema de gestão da qualidade, como o descrito na NBR ISO 13485, para ajudar a garantir que o implante atinja o desempenho e a segurança pretendidos. No documento, quando não especificado de outra forma, o termo implante refere-se a cada componente individual de um sistema ou de um implante modular, fornecido separadamente ou como um conjunto de componentes, bem como a todos os implantes auxiliares ou implantes associados concebidos para melhorar o desempenho pretendido

Da Redação – 

Geralmente, os implantes devem ser objeto de uma avaliação clínica para demonstrar a sua segurança e o desempenho pretendido quando utilizados de acordo com o uso pretendido e nas populações de pacientes a que se destinam. Esta avaliação deve incluir a avaliação de efeitos colaterais indesejados e deve estar ligada ao processo de gerenciamento de risco, incluindo a análise benefício-risco.

A avaliação clínica deve ser planejada e documentada. A avaliação clínica deve ser continuamente atualizada, utilizando os dados obtidos da vigilância pós- mercado.

A avaliação clínica deve ser baseada em uma revisão crítica de literatura científica e clínica relevante relacionada com a segurança, o desempenho, as caraterísticas de projeto e o uso pretendido do implante ou do(s) implante(s) comprovadamente similar(es); e resultados de todas as investigações clínicas disponíveis realizadas quanto ao implante em avaliação ou sobre o(s) implante(s) comprovadamente similar(es).

Uma investigação clínica pré-mercado dever ser realizada, exceto se o o implante em avaliação for um implante isento, ou o implante em ava...

Artigo atualizado em 25/03/2026 02:32.
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