Publicado em 10 mar 2026

A bolha da inteligência artificial e a repetição de um velho erro do mercado

Redação

O momento de euforia em torno da IA faz um paralelo histórico com a bolha das ferrovias, alertando para o risco de confundir escala tecnológica com valor real. A correção do mercado é inevitável e saudável, e que a vantagem competitiva estará nas organizações que conectarem a IA a problemas concretos, métricas claras e retorno mensurável, tratando a tecnologia como meio estratégico e não como um fim em si mesma.

Fernando Baldin – 

Toda grande transformação tecnológica carrega um paradoxo, onde ao mesmo tempo em que é inevitável, também é superestimada no curto prazo. A inteligência artificial parece ter chegado exatamente a esse ponto, e não porque seja frágil ou passageira, mas porque foi elevada cedo demais à condição de destino incontornável.

A pergunta, portanto, não é se a IA é relevante, isso já está resolvido. A pergunta mais honesta é se o mercado está conseguindo separar infraestrutura de euforia, valor real de narrativa, e resultado concreto de promessas bem embaladas.

A história oferece um paralelo para esse cenário, onde no final do século XIX, as ferrovias simbolizavam o futuro e investir em trilhos significava apostar no progresso. O problema é que em determinado momento, deixou de importar onde os trilhos levavam, bastava que existissem.

Linhas foram construídas sem demanda, empresas surgiram sem modelo de negócio sustentável e métricas equivocadas passaram a definir sucesso, como quilômetros instalados e não passageiros transportados. Hoje, o discurso é outro, mas o padrão se repete com modelos maiore...

Artigo atualizado em 24/02/2026 04:12.
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